Unidades de conservação

São áreas protegidas por lei, com os objetivos de conservar e proteger ecossistemas naturais e processos ecológicos necessários à manutenção da vida, contribuir para a preservação da biodiversidade e de formas de vida ameaçadas de extinção, assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais renováveis, estimular o desenvolvimento econômico local, permitir a realização de pesquisas científicas, atividades turísticas, recreacionais e, até mesmo, solidificar a identidade cultural de populações humanas.

Desde o estabelecimento da primeira unidade de conservação dos tempos modernos, o Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos da América, em 1872, estas áreas multiplicaram-se por todos os continentes, constituindo uma rede mundial. Em setembro de 1989, havia cerca de 4 mil unidades de conservação maiores que 10 km2 em todo o mundo, englobando 4 milhões de km2 distribuídos por 140 países.

No Brasil, as unidades de conservação são definidas pelo Plano de Sistema de Unidades de Conservação como "áreas criadas pelo Poder Público, por lei, visando a proteção e a preservação de ecossistemas no seu estado natural e primitivo, onde os recursos naturais são passíveis de um uso indireto sem consumo".

Existem diversas categorias de unidades de conservação, com objetivos específicos e graus de restrição para a intervenção humana diferenciados, desde a total preservação até o uso múltiplo e recreacional. No Brasil há 13 categorias.

A primeira criada no país foi o Parque Nacional de Itatiaia, em 1937. Desde então, as unidades de conservação multiplicaram-se, chegando a mais de 33 milhões de hectares há 10 anos.

No Município de Campinas, já existem várias unidades de conservação e áreas correlatas: uma Área de Relevante Interesse Ecológico sob administração federal (Santa Genebra), três Áreas Naturais Tombadas sob administração estadual (Bosque dos Jequitibás, Reserva Florestal da Fundação José Pedro de Oliveira e Fazenda Mato Dentro), dois Parques (um Ecológico - Monsenhor Emílio José Salim e outro Estadual) e parte de uma Área de Proteção Ambiental Estadual (Piracicaba e Juqueri-Mirim) (dados de 1992), além da APA Municipal de Sousas e Joaquim Egídio.


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